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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Casa em Recife 2

Em uma investida a la SBT, quando anunciou o Titanic 2 (como se houvesse outra história), lançamos aqui o Casa em Recife Dois, numa tentativa de melhorar o que foi feito neste blog. Acesse e confira!!!

sábado, 22 de novembro de 2008

Onde ficamos - dois: o nosso apê


O prédio não é lá essas coisas, como eu já disse outro dia, mas o bairro até que é bom... Ficamos a uma distância segura do Capibaribe e não sentimos o seu odor putrefato. Já o apartamento nos foi entregue meio sujinho; devia estar fechado a um bom tempo. Não é muito grande: entrando pela sala é possível ver a saída para a sacada, a porta para o banheiro e as portas para os quartos. Ao lado da porta de entrada está a da cozinha e, frente a essa, o acesso à área de serviço. Fiz até um desenho para entenderem.

Ai ai... É isso! Daqui a pouco a Michelle fala sobre o nosso último dia na casa. Foi bom ficar aqui, mesmo não podendo sair pela cidade, foi uma experiência muito válida. Conversas, reflexões, tragos e muita história para contar depois. Descobrimos a dificuldade de lidar com recursos limitados (dinheiro, tele-entregas, compras pela internet) e também fizemos uma amizade legal com o nosso simpático entregador. Não tenho muito a dizer... Fiquei de reunir as nossas tralhas enquanto a outra escreve aqui... Vou lá, porque não demora e já devem estar batendo para nos buscar. Tomara que não nos esqueçam aqui!
Grande abraço a todos!

Onde ficamos - um



No primeiro dia apenas situei o bairro de Recife onde ficamos; o Parnamirim. Fica próximo ao rio Capibaribe – algo como o Cadena recifense – e cheira um pouco mal nos dias mais quentes (como aqui é sempre quente, cheira mal sempre!). Do aeroporto até aqui tu atravessas meia cidade e perde um bom tempo no trânsito.


Nas imagens (clique para ampliar): ponto amarelo localiza o nosso prédio e a linha vermelha o aeroporto.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O segundo dia - Parte dois

Continuando...

[Postei e fui comer. Ainda temos o que o moto-boy comprou na manhã passada, mas acho que do café da Michelle não passa. Depois olhei o movimento, e vim pro computador olhar de tudo um pouco.]

Dormi até umas nove e pouco da noite. Acordei e aproveitei o que compramos para o café e fiz um lanche, depois fui pro banho. Quando saí do banheiro, minha companheira nessa ‘loucuragem’ estava levantando e disse que estava enjoada.

–Enjoada tu sempre foi, Michelle!
–Não Cris, estou mal mesmo!

Não demorou muito e chamou o amigo Hugo (ainda bem que fez o contato direto no vaso sanitário). Depois disso começou a melhorar. Confesso que pensei “Que bom! Assim não gastamos com remédio” (6) [hehehehe].

Ahh, já ia esquecendo! Mais uma noite na boêmia! Como não há o que fazer e a temperatura fica mais agradável depois que escurece, compramos umas cervejas e pedimos algo pra comer. Escolha de ontem: Mc. Donalds.
R$ 3,75 x 2 = R$15,00 (dois lanches: Mc. Duplo e batata média)
R$ 2,00 x 6 = R$12,00 (Bohemia)
R$ 5,00 (serviços do motoqueiro)

Gasto: R$ 27,00

Bêbado e de pança cheia, fui dormir. Levantei cedo por causa do movimeto na rua e fiz a primeira postagem do dia. A Michelle foi pro PC. Não sei se fez algo interessante... Quem sabe ela conta depois...

O segundo dia - Parte um

Durante a manhã a fome e o cansaço começaram a pegar. O que sobrou da pizza da janta terminou no meio da madrugada. Café da manhã? Liguei para o nosso amigo Romero e encomendei pão, leite, mortandela, queijo, uma lata pequena de café, um pacote de meio quilo de açúcar e gelo para colocar no isopor. Não havia como e onde esquentar o leite para preparar o café, então perguntei:

– Romero, mata uma curiosidade minha!
Ixi, menino; até duas! – Disse ele com um sotaque bastante carregado. Continuei com o rodeio:
Tu gosta de pescar?
– Mas rapaz, eu adoro! Só não entendi o porquê da pergunta... Quer peixe no café da manhã, é?
– Precisamos de algo para esquentar água, como um fogareiro. Quem sai para pescar geralmente tem um...
Cê tá com sorte! Eu tenho!

Maravilha! Ele tinha o que precisávamos e antes mesmo de eu perguntar sobre o empréstimo ele já ofereceu o utensílio, e mais: perguntou se eu gostaria das canecas de alumínio que ele sempre usava nas pescarias. Aceitei, óbvio. Quase uma hora depois, lá pelas nove e vinte, ele chega com tudo. Lá se foram mais R$27,50.

O desjejum até nos animou um pouco. A Michelle lembrou que precisávamos comprar roupas! O prazo de entrega no Americanas.com era de 5 dias úteis. Não havia tempo, então pagamos o Sedex. Dois quilos de roupas pelo frete de R$ 46,50... Pelo menos chega ainda hoje.
Nossas compras foram:

Camisetas Masculinas: R$24,90
2 Camisetas Femininas: R$29,90
Cueca: R$8,90
Calcinha: R$14,90
Bermuda Feminina: R$47,90
Bermuda Masculina: R$54,90
Sutiã: R$17,90
_________________________
Total: R$199,30 + R$46,50 + 27,50
___ R$ 273,30


Daqui a pouco a Michelle conta sobre as compras que chegaram ontem. Alguma coisa que ela comeu não fez bem. Vomitou mas já está se sentindo melhor, nem precisou de remédio. Deixei que dormisse um pouco mais...
Já já eu volto!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

A chegada

Faz um belo dia de sol e calor aqui em Recife. Acredito que assim serão todos os dias até domingo. Infelizmente estaremos presos dentro de casa, o que é uma pena! Apear de um pouco distante da praia, o bairro, às margens do rio Capibaribe, tem aparência agradável.

Aqui no Parnamirin, Michelle e eu nos instalamos em um apartamento de características avessas às centenas de outros imóveis da região. Com os 31ºC que torram as criaturas lá na rua, subir as escadas até o terceiro andar já foi um sacrifício. DEFEITO UM: o prédio antigo, de quatro andares, não tem elevador. Com o calor, fui molhar o rosto na primeira torneira que encontrei, no banheiro. Abri, fiz uma conchinha e bah! DEFEITO DOIS: não sei por que cargas d’água (perdoem a tentativa de trocadilho) a água não tem uma aparência muito boa! Disse à minha companheira que aquele líquido eu não coloco na boca e, com muito pesar – e um Protex – me arrisco nos banhos.
– Nunca diga “desta água não beberei” – debochou Michelle; mas eu retruquei:
– Já sentiu o cheiro disso? Parece que saiu duma piscina de mil litros que está há uma semana sem trocar a água!

Risadinhas típicas e aproveitamos os primeiros minutos para dar um bizu geral no lugar antes de fazer qualquer outra coisa. Enquanto decidimos o que fazer com os “mil pila” que a Luti nos deu, sentei (no chão, porque nem cadeira tem aqui!) e escrevi sobre os nossos primeiros vinte minutos na casa. Contamos com mil reais, um computador com acesso à internet e sorte. Espero que esta última não se esgote antes de sábado.